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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XLIV


A Escuridão admirava-se do poder que aquela pequenina possuía. Suas trevas eram muito poderosas e densas para que algum espírito pudesse ver através delas. Mas, aquela indefesa e frágil criança parecia conseguir sem a menor dificuldade. Sua simplicidade movia o espírito da Escuridão com compaixão. Era estranho para ela sentir aquele sentimento por alguém tão frágil e pequeno.

-Durma, pequenina! Durma! Durma o sono dos deuses. Fortaleça seu espírito. Precisarás estar forte quando minha voz soar. Eu protegerei você. Ninguém te tocará. Ainda não sei o porquê amo-te e protejo-te dessa forma tão intensa.

-A Escuridão olhava aquela pequenina criança com muito amor. Suas densas trevas tornaram-se mais intensa e profundas. Belzebu que caminhava sob elas, sentiu que seu poder havia aumentado. Não chegou a sofrer nenhum dano com o aumento de sua densidade. Mas, sua velocidade diminuiu. Ele sorriu-se daquilo. Sabia que não seria fácil caminhar dentro daquela infinita Escuridão.

-Sei que está me observando, Grande Escuridão. Sinto-te a olhar-me. O que queres? Não sairei de tuas entranhas. Caminharei até achar a criação e levá-la comigo. Sabes que tenho poder para adentrar tua escuridão.

-Sei disso, Belzebu! E tu, sabes o que posso fazer contigo? Não tocarás na criação. Ela está comigo. Nunca a acharás. Tu te perderás em minhas entranhas.

-Belzebu imediatamente invocou seu principado, pois sentiu um poder enorme emanando da voz da  Grande Escuridão. Um sentimento de apreensão tomou conta de seu espírito. Alguma coisa Ela estava guardando como surpresa. Aquele tom de voz era perigoso. Não devia subestimá-la. Afinal de contas, ninguém havia visto a verdadeira Escuridão. Aquela que sempre vivera na escuridão de seu grande e infinito abismo. Que mantinha-se intacto por dentro, mesmo tudo ao seu redor já estando completamente destruído.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XLIII


-Toda essa guerra é por minha causa? Já morreram muitos? Se quiser, pode entregar-me à Eles. Já estou agradecida por ter escondido-me em tuas entranhas, Grande Escuridão. Não sacrifique-se por mim. Eles conseguirão entrar em teu abismo? Tenho medo que te firas por mim. Pode dar-me à Eles. Já fizeste muito por mim. Estou mais forte e meu corpo etéreo já está quase formado. Mas, dou conta de ir com Eles.

-Não seja tola, pequenina! Não te entregarei à ninguém. Tu vieste até mim, irei proteger-te. Não atormente teu coração preocupada comigo. Eu ainda não me manifestei. Eles estão enfurecidos pela guerra, e gananciosos pela vitória, que esqueceram-se que minha voz ainda não soou. Vou deixar com Eles se percam em sua fúria, e quando estiverem certos da vitória, cantarei minha condenação. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

-Que energia poderosa é essa que conseguiu entrar em tuas entranhas? Vi que já passou várias vezes perto de nós mas não consegue ver-nos. Senti alguma coisa estranha dentro de mim por Ele. Tu irá matá-lo? Queria vê-lo antes de você destruí-lo! Posso?

-Ele é Belzebu e é muito poderoso. Assim como tu também és, e pode ver-te, caso aproxime-se muito Dele. Deixa Ele mergulhar mais em minhas entranhas, mais densas elas se torarão e enuviarão seu  discernimento. Aí, poderás vê-lo sem perigo algum para ti. Descanse mais pequenina, tua mente ainda precisa de mais descanso para que possas usar todo o teu poder.

-Estou preocupada contigo. Faça-me dormir novamente como fizeste antes! Se não, não conseguirei. Estou muito ativada para conseguir descansar. Também sinto que alguma coisa está errada lá fora. Tome cuidado Grande Escuridão, nem todos que caíram estão derrotados.

-Obrigada, pequenina! Vou perscrutar direito à tudo. Assim saberei se o que tu falas é verdade. Como podes vê através de minha escuridão? Elas são muito poderosas e densas, não era para tu ter condições de vê além delas. 

domingo, 14 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XLII


-Agora que Gabriel foi destruído junto com a Grandiosa, ataquemos o Arcanjo Miguel para destruí-lo também. Ele está vulnerável e não tem mais ninguém que o ajude. Assim tomaremos os sete céus e o jardim dos homens. Como Deus também está oculto em algum lugar, é a hora perfeita para tomarmos o que nos foi roubado há muitas eternidades.

-Mas onde está Miguel, Salatiel? Como poderemos destruí-lo se não sabemos onde Ele está?

-Baphomet, tu és o demônio mais poderoso do inferno. Encarrego-te dessa missão. Eu irei pelejar contra Uriel, que está neste momento tentando destruir Ashtaroth. Mas, acho que Ele não está contando com uma surpresa.

-Baphomet viu a luz tenebrosa nos olhos de Salatiel. Seu espírito estremeceu com o que estava verdadeiramente guardado dentro daquele que era conhecido como "O possuidor das lamentações divinas". Então, apressou-se em sair da presença de Salatiel, pois sentiu que corria perigo ficando ali diante da glória e manifestação Dele.

-Baphomet, destrua primeiro meu templo. Liberte-me daqui. Somente tu podes fazer isso por mim!

-Salatiel, meu Senhor! Farei o disseres. Sabes que quando vim à ti, foi para servir-te. Se assim tu o queres que eu faça, assim será!

-Então Baphomet levantou suas mãos para o céu, e disse palavras tenebrosas: -Invoco à ti, Espírito da Idolatria, e à ti também, Espírito da Hipocrisia, para que destruam o templo de Salatiel. Libertem-no dessa prisão, para que a voz das lamentações soe mais uma vez nesta era.

-Então, os dois Espíritos invocados por Baphomet responderam seu chamado, e saíram do chão do templo, destruindo-o do chão até o teto. Tudo ruiu e desabou fazendo um grande estrondo, que foi ouvido por todos que estavam atentos à aquela guerra, que era de longe, maior que a guerra da precipitação.

sábado, 13 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XLI


-Leve alguns de nós com você, Azazel! -Disse-lhe um demônios incomum. Não parecia sofrer por estar preso naquele calabouço. Azazel então o olhou  bem dentro dos olhos, e viu que seria bom ter a companhia de alguém com coragem suficiente, e que estivesse disposto a lutar se preciso.

-Quer ir comigo? Já lhe aviso que pode ser mortal para nós essa viagem. Onde iremos pode ser também nosso túmulo. Ouvi algo de Ashtaroth, e acho que o que procuro está lá no meio dos entulhos do palácio do Grande Dragão.

-Meu nome é Azarel. Sou seu príncipe a partir de agora. Dou-lhe o meu nome para servi-lo, Azazel. Sei sobre o que procura. Mas não creio estar lá naqueles entulhos. É mais provável que o Grande Dragão o tenha levado consigo.

-O Grande Dragão já absorveu todo o poder contido na chave. Não precisa mais dela. Com certeza nem lembrou-se de pegá-la. E é aí que entramos, vamos pegar a chave, voltar e libertar à todos. Não deixarei nenhum de vocês para trás. Não precisam temer à nada.

-Então Azazel e Azarel voaram em direção do palácio destruído do Grande Dragão. Ele estava crédulo que encontraria o que procurava. Um conhecimento muito antigo era guardado por aquela chave. Algo que poderia libertar à todos, e transformar Azazel num grande príncipe, para assim, proteger Aashtaroth. Este era o maior Príncipe segundo seu coração. Seu amor por Ele era grande, e não se importava em correr perigo para ajudar àquele que amava.

-Tomara que Ashtaroth resista até eu poder ajudá-lo, Azarel. Não quero que meu Senhor seja morto. Não sei com quem Ele está lutando. Mas sei que é muito poderoso pois posso senti-lo daqui. Só não consigo discernir muito bem quem é que está enfrentando Ashtaroth. Temos que andar mais rápido. Não podemos perder tempo porque alguém muito mais poderoso que o que está lutando com Ashtaroth está se aproximando de lá, Azarel.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XL


A luz produzida pela explosão provocada pela estrela que caiu do céu sobre Gabriel e a Grandiosa tornou-se tênue, e foi possível ver-se mais claramente o que havia acontecido. A nuvem de Gabriel que  engoliu a Grandiosa tinha sido dissipada. A Grandiosa foi engolida por completo pela boca da nuvem. E, aquela estrela que caiu do céu pôs fim aos dois. Alguns Principados acharam que  a guerra havia acabado e retornaram para seus domínios. Mas, alguns aproveitaram a oportunidade para destruírem outros Principados, numa tentativa de desigualar o embate entre luz e trevas.

Um simples demônio teve uma excelente ideia. Enquanto todos corriam pelos calabouços do Inferno tentando fugir, ou simplesmente tetando esconder-se da destruição que com certeza viria, esse simples demônio, que conversava sempre com Ashtaroth, lembrou de suas palavras: -Azazel, o Grande Dragão tornou-se Deus, porque conhece e possui a chave do inferno. Não se engane, a chave não é uma chave, mas sim, uma chave de conhecimento. -Aquelas palavras de Ashtaroth nunca lhe fizeram tanto sentido. Estava cansado de ser mandado e de ser obrigado a ficar cuidando dos condenados que habitavam os calabouços do Inferno.

Azazel então decidiu sair de seu posto. Ashtaroth não estava mais ali para consolá-lo com sua beleza e sabedoria, suas palavras já não soavam mais em seus ouvidos. Ele amava Ashtaroth, e era por Ele que iria fazer aquilo. Queria ajudar seu senhor Ashtaroth. Sabia que Ele corria perigo, mas era muito fraco para enfrentar uma guerra de Principados. Mas naquele momento, as palavras de seu Senhor soaram dentro de seu espírito, e Azazel destruiu todos os portões do inferno, libertando todos os aprisionados e disse-lhes: -Esperai por mim aqui dentro! Vós já estas livres. Mas não sejais tolos de sair fora dos domínios destes calabouços, porque qualquer um que assim o fizer, será morto e consumido pelo Cão que vigia sua saída. Aguardai por mim aqui dentro. Voltarei mais forte para salvá-los. Eu dou-lhes minha palavra. Meu nome é azazel, aquele que possui a acusação!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XXXIX

Uriel escureceu todo o firmamento do sétimo céu. A sala do trono de Deus começou a ruir. Ele era o mais temido entre os Principados.  Era a Chama de Deus. Nada ardia mais do que sua presença. Nada ficava intacto quando seus pés pisavam sobre qualquer chão, nem mesmo, o solo sagrado da Sala do Trono. O Grande Dragão temeu por Ashtaroth. Uriel iria com certeza destruí-lo. Ashtaroth não teria defesas contra Aquele que ardia como as brasas vivas debaixo do Trono de Deus.  Até mesmo os Serafins estavam temerosos por Ashtaroth. Mas este não temia ninguém.

A coragem de Ashtaroth era louvada até mesmo pelo próprio Deus. Dizia-se entre os Principados "Ashtaroth, a coragem abrasadora". Seu poder era inimaginável. Ninguém o havia visto lutar ainda. Era jovem, forte, e sábio. Sua sabedoria também era propagada entre todos. Não atoa, o Espírito da Verdade havia impedido os Querubins Guardiões, de tocarem em Ashtaroth, quado esteve no quinto céu, tentando desencravar a sala da criação, que estava encravada e selada numa montanha sagrada. Isso era algo que estava intrigando à todos. "Por que o Espírito da Verdade protegeu Ashtaroth dos Querubins guardiões com suas espadas desembainhadas, que cortariam até um deus ao meio?", era o que pensavam alguns dos mais poderosos e sábios Principados.

-Perdoe-me, Uriel! -E Ashtaroth atacou primeiro. Uma legião de demônios infernais voou devastando tudo na direção de Uriel, que consumiu à todos com uma única língua de fogo de Deus, que ficou flutuando à sua volta. Ashtaroth abriu as portas do calabouço do inferno, e miríades e miríades de demônios subiram com mais fúria contra Uriel, que começou a flutuar sobre a língua de fogo, e consumia quantos se aproximavam Dele. Mas, a quantidade de demônios invocada por Ashtaroth só aumentava, e Uriel também teve aumentar o ardor de sua chama.

Os dois aumentaram tanto seus poderes, que o mesmo Serafim que falou com o Grande Dragão, saiu com relâmpagos e trovões, sua aparência era brilhante e ardente como as brasas de debaixo do trono de Deus. Sua voz era grave e poderosa, e não mais doce e suave, como quando falara com o Senhor amado de Ashtaroth. Ele estendeu as duas mãos na direção de Uriel e Ashtaroth, e os dois não puderam mais manifestar nenhum poder.

-Vocês estão vituperando à Nós. Não nos ponham nesse embate, pois podemos fazer de vocês brasas vivas do altar. Tu bem sabes disso, Uriel. O queres fazendo isso? Ainda não é hora de nossa manifestação. E tu, Ashtaroth? Queres que aprisionemos teu Senhor? Ele pode nunca mais sair daqui. Pois somos os que voamos à cima da cabeça de Deus. Agora, vocês, quem são?



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A LILBERTAÇÃO DE LILITH XVIII

-Grande Dragão, quer que eu interfira na batalha? Sei que Ela é muito importante para ti. Posso interferir se tu quiseres. Conheço Gabriel, e já lutei contra Mickael. Posso tirá-la de lá. Mas não garanto que o jovem Príncipe sobreviverá. Nunca o vi chorar. Não permitirei que sofras, Meu Grande Dragão. Permita-me fazer essa oferta à ti? -Ashtaroth fez sua voz soar  numa tentativa de consolar seu Príncipe.

-Obrigada, Ashtoroth! Mas com certeza Ela não permitirá que tu interfira. Embora eu tema por ela, não posso subestimá-la. Ela se tornaria minha inimiga se duvidasse de suas decisões. Confesso-lhe que estou com um certo temor por Ela. Essa batalha nem de longe compara-se com a que tivemos há muitas eternidades atras. Vou aguardar e assistir. Saia por favor! Quero ficar sozinho.

-Ashtaroth sabia que o Grande Dragão estava muito preocupado com o risco que a Grandiosa estava correndo.  Passava- se até um certo ciúme em sua mente em relação ao apresso que Ele sentia por Ela. Chegou a cogitar a ideia de ir lá, e interferir na naquela sagrada batalha. Quem sabe assim,  Ele tivesse por ele também o mesmo amor. Mas, Ashtaroth não era um principado impetuoso e inconsequente,  como Gabriel. 

Ashtaroth era o mais poderoso Príncipe do Grande Dragão. Se não foi isso,  teria sido morto antes que chegasse na entrada do portão do Palácio.  Era poderoso e sábio.  Ninguém era mais lindo e sensual que Ele. Sua beleza era tanta, que silenciava os gritos de horror quando passava  pelos porões do calabouço do Inferno.  Ele trazia paz e gozo com tanta beleza possuía.  Mas, era o mais terrível e temido entre anjos e demônios,  e por isso mesmo,  amado do Grande Dragão.

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XVII

O Grande Dragão, vulgo Satanás, assistia à tudo de sua varanda, que dava de frente para seu jardim de rosas negras, presente de sua companheira de eternidade, a  Grandiosa, vulgo Diabo, que estava travando uma batalha contra o poderosíssimo Arcanjo Gabriel. Seu espírito estava perturbado com o perigo que sua amiga estava correndo. Ele sabia que não podia subestimá-la. Mas, amava-lhe mais do que tudo. Ela fazia tudo sem diexar que ninguém discernisse suas atitudes e decisões. A Antiga Serpente não carregava somente a sagacidade, Ela era a própria sagacidade.

O Grande Dragão sentiu duas gotas de lágrimas escorrerem pelos cantos de seus de olhos. Era o temor pela sua amiga que estava travando uma batalha sem volta. Então, viu uma grande bolha de línguas de fogo cobrir toda a entrada do abismo, morada da Escuridão. -Por que está tão quieta, Escuridão? Estão vituperando teu Principado, e ficas aí quieta como se não estivesse vendo tal infâmia, por quê? És tão poderosa. Não devias deixar te atormentarem antes do tempo. Não estou entendo o quê esses Príncipes estão querendo agindo dessa forma!

-Foram palavras que saíram da boca do Grande Dragão, enquanto pegava com as pontas dos dois dedos indicadores, as duas gotas de lágrimas que escorreram de seus olhos. Então, Ele pronunciou palavras nas línguas dos dragões, e houve relâmpagos e trovões medonhos. Um relâmpago lambeu a gota de lágrima que estava em seu dedo esquerdo, e levou-a até as línguas fogo que haviam cobrido tudo em volta da grande boca do abismo, que abriram-se quando o relâmpago se aproximou.

A outro gota de lágrima do dedo direito, foi levada por um trovão, que saiu em direção ao leste, dizendo que esconderia aquela sagrada lágrima do Grande Dragão, para que quando fosse necessário, Ela caísse sobre Aquela pela qual ela caiu de seus olhos. Vários principados perseguiram o trovão, querendo ter de volta a lágrima dos olhos do Grande Dragão. Mas, o relâmpago havia sido mais rápido que o trovão, e devorou todos os principados que estavam querendo tomar a gota de lágrima levada pelo Trovão.


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XXXVIII

-Uriel, meu Senhor ! Já é a hora de me inquirires? Achei que nossa batalha estivesse mais para frente.  Não esperava-te agora.  Achei que lutaria com outra Santidade  neste momento,  não contigo. Mas, já que está aqui, lutarei contra ti. Não posso permitir que toques no meu Senhor.  Muito menos,  que ameaces sua integridade.

-Tenho apreço por ti, Ashtaroth.  Gostaria que fosse meu Príncipe.  Não devias perder teu Principado andando com o Grande Dragão.  Você é maior que ele. Venha comigo,  e deixarei teu Senhor viver.  Agora,  se continuares entre eu e ele, serás morto por mim aqui mesmo.

-Perdoe-me, Senhor  Uriel !  Sempre admirei tua sabedoria e força.  Mas amo meu Grande Dragão,  e não o deixarei agora.  Tu não o matarás.  Mesmo que eu tenha que por fim a nós dois aqui mesmo.  Mas tu não o tocarás! Não pretendo ser derrotado por ti aqui. Não quero vituperá-lo! Mas tu também não ferirás o meu Senhor.

-Não sei como teu Senhor entrou na sala do Trono de Deus.  Também não sei como os Serafins permitiram que entrasse. Isso eu irei saber depois.  Por enquanto,  já que não queres vir comigo, tentarei contra ti,  mesmo sentindo compaixão. És um grande Príncipe, Ashtaroth.  Devias ouvir-me! Amo-te , Ashtaroth !

-Meu Senhor,  Uriel!  Vou honrá-lo enquanto lutarmos. Serei grandioso como tu és.  Saudações, meu Senhor,  Uriel ! Obrigada pelas palavras.  Elas encheram-me ainda mais o  coração  de força. Agradecerei-te lutando com todo meu poder contra ti.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XXXVII

O Grande Dragão adentrou à sala do Trono de Deus.  Ashtaroth ficou maravilhado com a beleza e a glória que haviam dentro dela. Era realmente belo ver toda aquela Maravilha.  Lembrou-se também do tempo que ainda vivia nos céus, antes de ser precipitado com o seu Senhor. 

Seu espírito nunca comhecera o medo ou arrependimento.  Era conhecido por todos,  como o mais leal dos Príncipes.  Sua fama era grande e poderosa.  Por isso também,  era alvejado por outros principados,  e também por algumas Santidades.  Mas como era um dos mais poderosos príncipes, não temia ninguém.  Nem mesmo seu Senhor,  ele temia. O Grande Dragão sabia muito bem disso.

Um ataque poderosíssimo quase acertou Ashtaroth, que desviou-se com dificuldade,  pois estava entretido por demais meditando sobre o quê seu Senhor estaria ouvindo dos Sefarins. Mas,  conseguiu desviar-se , e contra atacou com grande poder à sombra de onde tinha vindo o ataque sorrateiro. Mas, seu inimigo era muito poderoso,  e conseguiu mantar-se oculto nas sombras.

Ashtaroth então,  lembrou-se mais uma vez das palavras de Samael.  E fez sua estrela brilhar tão forte, que discipou aquelas sombras que o ocultavam. 

-Saudações,  Ashtaroth ! Aqui será seu túmulo e de seu Senhor.  Nenhum de vocês sairá daqui.  Vim para impedí-los de continuar com essa guerra inútil.  Espero que a voz de Deus console seu Senhor,  porque você estará morto quando Ele sair daí de dentro.  Não posso adentrar para matá-lo. Mas posso destruí-lo aqui fora mesmo.  Pois os Serafins não o manterão protegido por muito tempo.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XXXVI

Ashtaroth percebendo a emboscada que estava à frente,  lembrou-se das palavras de Samael.  Voou à frente de seu Senhor,  e brilhou a força de sua lealdade.  Seu brilho foi tão  intenso,  que seus inimigos foram consumidos, e viraram poeira de luz, e caminhou iluminando todos sete céus.  Todos testemunharam a nascimento de sua estrela.

Mas, quando tentou abrir a porta da Sala do trono de Deus,  um Serafim deixou sua tenaz, com a qual pegava uma brasa ardente  de debaixo do trono de Deus,  e ficou flutuando à frente de Ashtaroth,  e disse-lhe: -Não tentes entrar. Tu não pode passar daqui.  Somente o Grande Dragão está sendo aguardado. Não perca seu tempo tentando abrir a porta.  Tu não entrarás. 

-Meu Senhor,  perdoe-me! Não tentarei mais abrí-la. Não sabia que Ele estava sendo esperado aqui.  Não sabemos quem está do nosso lado.

-Grande Dragão,  ouvirás somente a voz de Deus.  Pois Ele não está mais aqui. Se quiseres entrar e nos ouvir, és bem vindo.

-Eu quero ouvir  vossa voz. Vim aqui por uma coisa,  e estou ganhando outra.  Obrigada,  meu Santo Serafim !

-A porta então se abriu. Luzes e sons saíram de dentro. Ashtaroth ficou maravilhado com tanta beleza e poder.  Era impossível desafiar aquele Serafim.  Sua glória paralisou Ashtaroth por um bom tempo.  Mas também lhe trouxe paz ao seu espírito de Guerreiro.  O Grande Dragão entrou lentamente e com muita reverência.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH XXXV

A luz produzida pela explosão da estrela que caiu sobre a Grandiosa e Gabriel  foi aos poucos diminuindo a intensidade de seu brilho. Mas,  ainda não podia- se ver nada através de seus raios.  Sua coroa de luz emitia muitos arcos íris,  que tornavam aquele momento mortal,  em espetáculo de glória.

Baraquiel saiu de seu Castelo  com grande poder e glória.  Salatiel sentindo a movimentação dele, também decidiu sair de seu Castelo.  Não havia mais tempo a ser perdido.  O momento da manifestação tinha chegado.  Decisões arriscadas deveriam ser tomadas por todos. 

Samael sorriu quando sentiu que seu adversário estava vindo encontrar-lhe. Finalmente a guerra ganharia mais emoção a partir de agora.  Ele já estava cansado de tanta tensão e poucas batalhas. Era uma Santidade da guerra.  Era a morte certa de qualquer espírito.  Era temido por todos.  Mas pouco sabia-se sobre seu verdadeiro poder. Ele ainda não havia manifestado-se , nem nessa,  nem na guerra anterior. 

-Vou impedir o voou do Grande Dragão.  Depois enfrentarei Samael.  Então voltarei para meu descanso.  Já basta dessa guerra sem propósito. Assim que destruir os dois,  tudo voltará ao normal.  Quem sabe Deus apareça para regalar-se em sua paz. Meu nome é Baraquiel, o Anjo da Luz!

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