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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A LUA NEGRA DOS ÍNDIOS VERMELHOS XII

Yara e Yupã decidiram caminhar escondidos de todos da tribo, próximo ao local proibido à todos de seu povo. Eles nunca souberam exatamente o porquê dessa proibição. Mas, Yara era uma jovem índia curiosa e cheia e ousadia, e numa noite escondida de todos, ouviu uma conversa entre o Pajé e o Cacique, que não entendeu direito sobre o que era, mas sentiu que o que ouviu, tinha haver com um futuro muito próximo, e que todos seriam pegos de surpresas pela força da Lua Negra que aproximava-se.

Ela estava ciente que Tupã era corajoso mas que não tinha tanta sabedoria para entender ao certo o que sua tribo iria passar  nos dias da lua de sangue,  que com certeza faria um rio de lágrimas e prantos correr por todo o seu povo. Mas, Tupã era destemido e teimoso, e faria qualquer coisa para livrar sua tribo de tal mal.

-Yara, por que estamos caminhando próximo à mata proibida? Isso só não me faz correr porque não tenho medo de nada. Meu pai vai me matar se souber onde viemos caminhar! O quê mesmo viemos fazer aqui ? Espere! Acho que vi alguma coisa nos observando do meio da mata proibida. 

-Não tenha medo,  Tupã! Sei o que estou fazendo.  Confie em mim.  Não tenho certeza se o que viemos fazer é certo.  Mas diante de tal situação não temos muita opção.  Os mais velhos índios não estão falando,  mas sei que a situação é muito grave. Desde ontem tenho tentado me lembrar de tudo que ouvi naquela noite.  Acho que há alguma coisa que possamos fazer para ajudar nosso povo.

-Um vulto novamente moveu-se rapidamente na direção dos dois. Tupã atirou-se sobre Yara jogando-a para longe de onde estavam. Yara levantou-se imediatamente do chão,  e correu para uma árvore próxima,  e gritou para que Tupã a seguisse.  Mas Tupã já não estava mais lá.

sábado, 16 de setembro de 2017

A LIBERTAÇÃO DE LILITH VI

Satanás irou-se contra a Antiga Serpente quando percebeu o encontro Dela com o Arcanjo Miguel. Sua mente perturbou-se e acabou estremecendo o mundo das trevas com uma tempestade destruidora e demoníaca que assustou todos que presentearam sua ira.

Sua ira era tão grande contra a Antiga que desejou enfrentá-la junto com o Arcanjo Miguel. -Não posso entender o que você faz Antiga Serpente. Como posso perdoar tal vituperaçã de tua parte contra mim?  Não sei porque nunca imaginei que pudesses fazer isso.  Vou inquirí-los agora. 

-Satanás o Grande Dragão agora despertado pela Antiga Serpente,  caminhava repetindo a todo momento as mesmas frases.  Sua divindade havia desaparecido diante de sua ira.  Não perdoaria isso de jeito nenhum. 

Um espelho de água vivas , reluzentes e brilhantes,  levantou-se do chão da Sala da Câmara Secreta de Satanás,  enchendo- a com seus arco íris de cores. -Olhe para tua imagem que o espelho irá refletir, e verás tua glória,  meu Grande Dragão . Não deixe tua ira roubar a Glória que brilha sobre tua coroa . Ela fez mais do que você conseguiu ver e compreender. Não a condene assim tão rapidamente.  Ainda não viste o Ela realmente fez.

-Satanás riu de si mesmo.  Não conseguia entender as atitudes daquela que era sua única companheira.  Aquela que lutou ao seu lado quando cometeu as sete abominações,  e juntos foram precipitados dos céus,  e caíram no inferno rompendo o invólucro das trevas e pondo fim a paz que reinava no céu e no mundo das trevas.

sábado, 2 de setembro de 2017

A CHAVE DO INFERNO VI

Belzebu o príncipe do anátema não perdeu tempo, haviam muitos movimentando-se sem direção alguma, e tornava-se cada mais imperiosa a sua manifestação. Estava sozinho. Mas, também haviam outros na mesma situação, perdidos e buscando alguma orientação. O momento era instável para todos. Havia muita coisa em jogo.  Então, ele caminhou para fora de seu castelo de pedra, e por alguns minutos contemplou o céu sem estrela do inferno.

Belzebu possuía seu próprio céu, assim também, como sua própria terra. Não precisava de exércitos. Era sozinho. E nunca havia tido uma companhia, desde que foi aprisionado naquele lugar, onde era sua casa e sua prisão. O que ninguém sabia ao certo, era o que ele escondia de todos. Somente quem o havia aprisionado naquela dimensão tinha noção do grande poder de Belzebu.

Rafael olhou para sua direita, e lá estava ela flutuando com duas nuvens, uma acima de sua cabeça e outra embaixo de seus pés. -Saudações, meu príncipe Rafael! Vim em paz. O que fazes por aqui? Bem sabemos que cometeste um violação vindo até aqui. No entanto, garanto-lhe que o que procuras não encontra-se aqui no mundo das trevas. 

-Saudações, Diabo! Havia esquecido-me de como és bela Antiga Serpente. Faz falta ver-te voando pelo céu, seguida por todas as estrelas, e espalhando luzes e pó de estrelas sobre o chão do céu. Eu vim paz também. Gostaria de muito, se possível, de vê Satanás.

-Ele lhe aguarda em seu jardim secreto. Pediu para que o conduzisse em segurança até ele. Como se tu corresse algum perigo! Ou, como se houvesse alguém aqui capaz de te impedir de prosseguir até o meu outro príncipe.

-Não seja epiceia, Antiga Serpente. Sabemos que se quisesse, lutaríamos aqui sem saber se haveria algum vencedor. Deixemos os louvores de lado, porque o caso é grave e carece de grande urgência.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O MILAGRE DO ANINGAL VIII

As palavras de Dona Binhí ecoaram dentro de minha mente como o estrondo de um trovão. A duas Cobras Grandes já haviam envolvido-me completamente com suas águas. Então, eu puxei de uma só vez tanto a onda de água que havia coberto-me, como as duas Cobras Grandes que olhavam-me ocultamente do meio do rio.

A onda desabou sobre mim submergindo-me por completo. Puxei com mais força vinda do meu espírito, e as duas Cobras Grandes foram arrastadas para perto de mim. Mas, fomos parar no meio do rio, onde fiquei mais vulnerável à duas guardiães que pertenciam à outra feiticeira-encantadora, que mora na Cabeceira do Jurupari.

Senti a presença forte de um espírito poderoso da mata comandando aquilo tudo. Mas, como estava no meio de um redemoinho feito por mim e pelas duas Cobras Grandes, não consegui fazer muita coisa para conseguir interferir no domínio da encantadora sobre aqueles dois bichos enormes, mas, que realidade eram dois espíritos da mata e dos rios.

A água não deixava eu pronunciar as palavras de um encantamento para tentar acalmar a fúria daquelas duas Cobras Grandes. Elas circulavam em volta de mim tentando devorar-me, como havia dito-me Dona Binhí que elas tentariam fazer. Não podia dar oportunidade à elas para devorarem-me. Não era isso que meu coração queria.

O redemoinho aumentou sobre maneira, que tive que invocar o espírito do sono da mata para adormecer todos que moravam naquela redondeza. A briga seria feia, e talvez, até mesmo mortal, para mim, ou para as duas Cobras Grandes, que se não conseguisse controlá-las, poderiam matar-me, ou mesmo, eu ter matá-las também. Não estava ali para perder, e muito menos para ser devorada por aquelas serpentes monstruosas.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A LIBERTAÇÃO DE LILITH V

Uma explosão de luz  gerou uma onda de energia monstruosa que viajou e estremeceu todos os sete céus. A Antiga Serpente flutuava majestosa à sua frente, em quanto Miguel escondia seus exércitos de sua glória para que não fossem consumidos. -Não se preocupe, Miguel, um dos primeiros príncipes! Não ferirei nenhum de teus exércitos. Vim em paz. Saudações, Arcanjo Miguel, meu príncipe!

-Mesmo que tu não quisesse feri-los, eles não suportariam tua glória, e feririam-se da mesma forma, Antiga Serpente. Saudações, Grandiosa! Perdoe-me pela ofensa ao esconder meus exércitos. Mas, tu sabes que eles não são como nós. 

-Não me chame pelo principado que não possuo há muitas eternidades. Perdoe-me por ter atravessado vosso caminho. Mas, era imperioso que nos víssemos. Afinal, nem tu nem eu sabe exatamente o quê está acontecendo, e porque nossos filhos estão movendo-se rumo a uma guerra. Não creio que seja a hora de todos acordarem.

-Mas tu já acordaras Satanás. Por que dizes isso? 

-Pelo mesmo motivo que tu estas indo ver Gabriel. Também, Belzebu invocou um poder antigo, e ainda não se sabe o que exatamente isso acarretará nesse momento instável que estamos vivendo, meu amado príncipe.

-Foi bom termos nos visto. Não imaginei que nos encontraríamos. Mas, sabia que tu estava se movendo de alguma forma. Afinal de contas, a sagacidade é tua amiga, Antiga Serpente. Sinto falta de nossas conversar eternas. É contigo que sempre amei passar meus momentos de reflexões.

-Assim como a simplicidade também é para ti, Miguel. Sinto por ter que ver-me vestida de ignomínia. Não queria que me visse nesse estado de opróbrio. Mas, era necessário, meu príncipe, que nos víssemos agora depois de ter me precipitado do céu há algumas eternidades.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

#SOSAMAZÔNIA

Ontem ouvi a voz da mata me chamar, como as vezes não quero ouvir algumas coisas, mesmo que sejam espirituais, não quis dar atenção ao que ela estava me dizendo. Então, meu espírito foi arrebatado de mim mesma, e levado à flutuar sobre toda a Amazônia. Flutuei durante muito tempo sobre toda aquela região onde nasci. Quase perdi a sensação de estar ligada ao meu corpo. Mas não tive medo. Deixei que ela levasse até si.

De vez em quando ela deixava-me cair como se fosse me esborrachar contra suas águas negras e barrentas. Em quanto caía, sua voz soava dentro de meu espírito, perguntando-me se estava com medo ou com temor. Respondi-lhe todas as vezes, dizendo que não havia nem medo nem temor dentro de meu coração.

Então, ela fez-me mergulhar dentro de suas águas, e fez-me ouvir sua voz, e conhecer seu esconderijo. -Você está com medo, minha filha? Há temor em teu coração?

-Não há temor nem medo em meu coração, minha mãe.

-Então ouça minhas palavras e fale-as aos meus algozes. Não estou mais presa para que não possa me defender da crueldade daquele que foi levantado do meu pó. O homem me ferirá mais uma vez porque é mal. Mas, para cada ferida aberta em minha crosta, haverão mil morto de todos os estados deste país. E a mortandade que assola ao meio dia, varrerá os maus e os bons sem piedade da face da terra. O homem conhecerá minha irá. Porque irei-me contra aquele que dei minha carne para que vivesse. Mas ele não me respeitou e ainda me vituperou sem ignorância, e agora será julgado por seu pecado. Não gemerei mais. Mas o homem que levantei do meu pó, voltará ao pó que o criou. Assim eu decidi. Assim me foi dada autoridade para que fizesse com aquele que não me respeitou.Assim o farei.


sábado, 26 de agosto de 2017

CORAL YAMÊ ARAM DE VALE VERDE



É com muito orgulho e gratidão que anuncio o nascimento do Coral Yamê Aram de Vale Verde. Não poderia haver presente melhor para mim, na comemoração dos meus trinta e sete anos, do que ter um coral  levando o meu nome. O nome que me nomeia, e que ninguém o pôs. Mas foi escolhido por meu próprio espírito, quando seus fonemas soaram seu som em minha mente.

Nesse Vale Verde que caminho agora, não vejo a grama, nem mesmo seu verde eu posso ver. Mas, vejo espíritos sedentos por conhecimento e por arte, e com muita dedicação para dá durante as magnificas aulas-ensaios que temos tido. Tenho visto que minha maestria voltou a fluir visceral  e com energia suficiente para ajudar a todos que quiserem aprender a cantar naquele Vale.

Juntamente com o Instituto Cultural Vale Verde, e toda a comunidade, tenho conseguido desenvolver o trabalho que sempre quis, com talentos que estão escondidos, e distante do conhecimento. Vislumbro um futuro melódico através da voz de cada um, que será minunciosamente lapidada à medida que aprender a usar seu corpo para produzir linhas de canto hipnóticas de lindas.

A voz não existe sem um corpo para produzir. Um cantor não existe sem um mestre, e este aparece quando aquele está pronto. Não há limite para o corpo, há limite para o cantor, que decidirá em seu treinamento ir à frente, ou estagnar no seu canto. Não pare de buscar o melhor som, assim terão a melhor voz e o mais bel'canto.

Obrigada à todos de Vale Verde e ao Instituto Cultural Vale Verde!

A ARUANÃ DE FOGO III

Coloquei minha última isca. Respirei fundo. Imaginei tudo e todos que já conhecia da natureza viva dos espíritos. Concentrei minha energia no caniço de caniceira, a vara de pescar de um caboclo amazonense, que não tolera nem pega num caniço que não seja dessa árvore pequena e comprida. Tão resistente, que chega aguentar até um surubim grande, e não quebra. Verga, mas não quebra.

Joguei a isca no rio. Um puxão me fez dar outro puxão várias vezes mais fortes. Um bicho enorme saiu para fora d'água, se debatendo no ar com grande força. Não aguentei sua força, e ele puxou novamente meu anzol para o fundo do rio de águas negras. Vi que não teria como puxá-lo, pois não aguentaria seu peso com minha força.

A linha era grossa. Era linha de  mica das mais grossas porque era pra pescar traíra. Outro peixe que puxa sem sofrer até im caboclo pra dentro d'água. Que dirá um curumim de oito anos! Subi correndo o caminho do porto, puxando meu caniço até que a linha entesou. Corri mais rápido ainda. Senti e ouvi quando metade do seu corpo saiu para fora d'água, já tocando a terra da beirada do rio. Corri mais rápido. Senti seu corpo ser arrastado por mim em alta velocidade até metade do caminho do porto. De onde ele não conseguiria puxar dentro  d'água.

Meu irmão veio correndo gritando que era uma cobra e já acertando várias cacetadas na terra, fazendo poeira voar e não acertando nenhuma no bicho. Gritei para que parasse. Queria agora com toda segurança, levantar meu caniço para certificar-me de que era a Aruanã de Fogo, que havia caído no meu anzol. 

Com calma e respirando ofegante, levantei o caniço esticando a linha, levantando o bicho enorme, largo, e comprido no ar. Meu irmão continuou gritando que era uma cobra. Mas eu sentia um poder emanando daquele bicho. Nunca havia visto uma aruanã de fogo, só mesmo a aruanã de escama prata, que todos chamamos de Sulamba.

A VERDADE DOS VAMPIROS V

Terminei meu café com beiju de tapioca, e dirigi-me até uma loja que vendia cds, para comprar o Cd da Montserrat Caballe com o Fred Mercury. Andava dentro da loja deslumbrando-me com tanto cd que havia ali. Era um mundo maravilhoso que estava entrando,  já tinha algum tempo. Pois, desde dos meus sete anos de idade que já sabia que iria cantar como ela. E,  como havia chegado há pouco tempo do interior de Barreirinha, queria começar ouvir música clássica, ópera e todo tipo de música da música erudita.

Estava olhando a última sessão da loja, que na época chamávamos de Discoteca. Quando um homem misterioso apareceu literalmente do meu lado. Quase morri de susto. Mas, fiquei tão curiosa para saber como ele havia feito aquilo, que continuei paralisada olhando dentro de seus olhos negros. Não era um feiticeiro. Seu poder não emanava  energia alguma. Mas, sabia que era poderoso, se não, não teria conseguido fazer aquilo.

-Você sabe que é diferente de todo mundo. Não sabe? Por que não me atacou quando cheguei ao seu lado? Já estava te observando há um bom tempo. Mas, somente hoje tomei coragem para te inquirir. Meu nome é Tharso. Quero te dizer que é uma honra está aqui diante de você. Você sabe quem é. Não sabe?

-O que você está querendo com essa conversa? Não estou interessada em outra religião, nem muito menos pessoas inconvenientes que irritam os outros sem nenhum motivo. Não estou afim de conversar com ninguém. O senhor poderia por favor deixar-me em paz para continuar o que estava fazendo? Não quero ser indelicada. Mas realmente não estou com paciência pra ninguém.

-Só sentia um ódio enorme crescendo dentro de mim por aquele ser insuportável, que se atreveu a interromper-me em meu afazer.

O REINO DAS MENINAS V

A pedra de São Jorge ficava no meio do caminho, próximo à uma laranjeira do lado direito, para quem está subindo da casa, era branca, e nunca conseguiram movê-la de lá. As  doze mulheres desciam o caminho de chão, ao lado de um córrego, de onde caía uma cachoeira enorme para uma favela de zona sul com menos de cinco mil habitantes. Beleza e riqueza natural inimagináveis.

Elas riam e cantavam alto, igual a Carmem, igual a mim. Sua beleza deslumbrou meus olhos. Fiquei parada e observando cada movimento delas. Havia algo incomum entre nós. Não consegui identificar o que era. Mas, sabia que elas não eram mulheres que eu conhecia. Quis pular a janela por cima da cama do Neguinho e da Márcia.

Elas passaram pela pedra de São Jorge sem serem impedidas. Daquela pedra ninguém passava. A pedra tinha vida e defendia e guardava o caminho da casa dos dois. Eles dormiam lindamente sobre a sua cama muito confortável, e linda, arrumada todo dia pela Márcia, e desarrumada também todo dia pelo Neguinho. Esse também era lindo e danado. Mas, isso é outra história.

Eu virei de frente para a porta, ficando de costas para o Altar, quando elas apareceram na porta do quarto que estava sempre aberta. Aliás, a casa Deles não tem porta nem janela. Eram doze mulheres lindas e atraentes. Que andavam com o vento dançando em volta de suas cinturas. Elas riam. Cantavam. Giravam. Elas eram belíssimas.

Uma com olhar sisudo, segurou com as duas mãos nos umbrais da porta, e saldou-me: -Olá, menina! Essa casa é tua?

-Não. É da Márcia. Por quê?

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

AS LEGIÕES IV

Legião estava ali há eternidades sofrendo naquele cemitério, alimentando-se dos copos apodrecidos e decompostos que fediam em seu nariz e eram nojentos aos seus olhos. Mas, Legião tinha que estar ali. Por algum motivo, ele estava naquela situação deplorável para um principado de seu nível. Sua sabedoria era longe maior que a de Jesus Cristo, por isso, o havia reconhecido descendo do barco, habitando um corpo mortal e frágil, invólucro de um espírito divino.

Os discípulos viam a sabedoria das palavras com a qual Jesus cristo falava, mas não viam o quê e quem estava vivendo e caminhando com eles. Legião era tão antigo que nem mesmo aquela forma mortal conseguiu esconder dele a chegada do Filho do Altíssimo. E mesmo em sua forma imunda e vergonhosa, correu e adorou pela primeira vez o verbo vivo de Deus. Sua adoração irritou os seus discípulos e o próprio Senhor.

O Espírito Santo o havia levado até aquele lugar, para mostrar-lhe que havia adoração verdadeira dentro de Legião, e que ela poderia vir da boca que alimentava-se de cadáveres, e que ela moraria dentro de um cemitério, e dormia dentro de sepulcro. A voz de legião idolatrou o espírito de Jesus Cristo, e fez os joelhos dos discípulos tremelicarem. Não era a voz de um espírito imundo que estava soando. A voz de legião era excelsa e desconhecida aos ouvidos deles.

Sua voz soberana soou e fez com todos calassem-se diante dele. Estavam inquiridos por Legião à responder pela ofensa proferida contra ele. O seu principado havia manifestado-se através de sua como um relâmpago. Os discípulos esconderam-se atrás de seu mestre. Jesus Cristo imediatamente reconheceu o que tinha lhe ofertado Legião, e mediatamente tratou-o com o respeito que seu principado exigia como comprimento. E sabia que teria que retratar-se para com ele. E não fez diferente do que faria o Filho de Deus, libertou Legião para que entrasse na manada de porco e precipitasse-se no abismo que dava para o mar.

SÃO GABRIEL O ARCANJO IV

Então, um dia quando tudo estava normal e prosperando para mim em Guarapari, fui surpreendida por dois espíritos que pediram para que os seguisse até um outro lugar onde deveria desenvolver meu ultimo dever dentro mundo evangélico. Eu sabia que ainda restava um tempo para cumprir a missão junto às eles, o povo pentecostal que precisava ainda vê o poder do Espírito Santo de Deus, e ser surpreendido pelo poder Daquele  contra quem não há perdão para quem peca.

Os dois espíritos disseram-me para apressar-me em terminar tudo que havia sido ordenado para que fizesse. Pois, já estava na hora do espírito que poderia tirar o espírito que devorava a árvore se manifestar,  e a reviver com o poder da natureza. Libertando assim, o espírito que esteve aprisionado por muitas eternidades por aquele que a entregou na mão daquele que ainda julgará este mundo e os homens.

Eles pegaram-me pelos braços e fizeram-me atravessar a divisa entre o Estado do Espírito com Minas Gerais. Quando levaram-me de volta à onde estava o meu corpo, disseram-me que não tivesse medo porque muitos já haviam concordado em ajudar-me nessa batalha divina, e que receberia ajuda necessária assim que houvesse necessidade. Mas, minha caminhada era sozinha e dolosa.

Respondi-lhe que não tinha medo, e que desde de que pus-me a travar essa guerra, estava ciente de tudo que passaria e de tudo que teria que fazer. E pedi a eles que não deixasse-me sozinha quando tudo escurecesse para os homens, porque a maldade e a loucura os tornariam maléficos, e capazes de matarem-se uns aos outros.

Eles responderam-me dizendo que não me preocupasse com o que iria acontecer com os homens e com o mundo, porque tudo estaria preparado para quando esse momento chegasse, e que eu deveria terminar minha missão em Guarapari, e mudar rapidamente para Belo Horizonte, onde alguém já estava esperando porque havia sonhado comigo e sabia o que estaria eu fazendo naquela capital das Minas Gerais.





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